Quem sou eu
- Andre Maurício
- Este alagoano de São José da Tapera, nascido em 1966, é maravilhado com a escrita e encantado com as letras. Procura traduzir em seu trabalho as inquietações da alma humana em suas relações interpessoais e consigo mesmo. Autor dos livros: O homem que virou calango (contos); Retratos Urbanos; Síndroma de Imunodeficiência Depressiva; Da dor do não, poemas; coautor de Caoticidade Urbanopoética do eu nulo, poesia; participação na 1ª Antologia da Confrafia: Nós, Poetas.
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Poeticamente: Noite dessa em conversa com um amigo, o mesmo me d...
Poeticamente: Noite dessa em conversa com um amigo, o mesmo me d...: Noite dessa em conversa com um amigo, o mesmo me dizia como o tempo estava passando rápido e eu lhe respondi que não. O tempo é o mesmo, se...
Noite dessa em conversa com um amigo, o mesmo me dizia como o tempo estava passando rápido e eu lhe respondi que não. O tempo é o mesmo, sempre. Dramaticamente imutável. Vejam que incoerência. O tempo ... é imutável, não muda, é sempre o tempo. Porque, a grande questão é: que valor damos a ele?, ou melhor, não damos. Tentamos subjugá-lo, dominá-lo, mas quão inúteis são nossos esforços porque não é ele o agente ativo. Ele é estático e imutável. Acontece que estamos devotando demasiada atenção a questões que nos "roubam" o tempo ao invés de atermo-nos com questões que nos poupem tempo.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
NUNCA QUIS CAUSAR DOR
NÃO A MIM
NÃO SE CAUSA DOR A SI MESMO
A NÃO SER POR COMPAIXÃO
NÃO HÁ COMPAIXÃO
NÃO HÁ
NÃO A DOR
POR NÃO SABÊ-LA MINHA
O QUE SOU?
O QUE TENHO?
O QUE QUERO?
NÃO SEI.
NÃO SEI?
NÃO!?
SENDO ASSIM
COMO SENTIR POR AQUILO QUE NÃO POSSUO
COMO TER POR AQUILO QUE NÃO SOU
É ASSIM COMO DIZEM, POR FIM...
TODAS AS COISAS TERMINAM.
NÃO A MIM
NÃO SE CAUSA DOR A SI MESMO
A NÃO SER POR COMPAIXÃO
NÃO HÁ COMPAIXÃO
NÃO HÁ
NÃO A DOR
POR NÃO SABÊ-LA MINHA
O QUE SOU?
O QUE TENHO?
O QUE QUERO?
NÃO SEI.
NÃO SEI?
NÃO!?
SENDO ASSIM
COMO SENTIR POR AQUILO QUE NÃO POSSUO
COMO TER POR AQUILO QUE NÃO SOU
É ASSIM COMO DIZEM, POR FIM...
TODAS AS COISAS TERMINAM.
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
DEMOCRACIA!?
Em Trípoli, Líbia,às vezes, os jovens guerrilheiros se reúnem sob uma tamareira ao lado da piscina vazia para se divertir ... Quando chove, eles entram para jogar totó em uma sala de jogos improvisada dentro do seu local de encontro preferido, uma casa saqueada onde um dos filhos de Muamar Kadafi morava.
A casa é uma enorme cúpula de prazeres de um andar, localizada em um complexo de jardins bem cuidados onde os irrigadores continuam ligados, semanas depois que o antigo proprietário, Muatassim Kadafi, morreu logo após ser capturado pelos rebeldes.
A mansão fica escondida da vizinhança ao redor por muros de aço e concreto, e seus luxos incluem uma academia de ginástica de alta tecnologia e um banho turco privado ... e um teto pontilhado por centenas de pequenas luzes, imitando o céu noturno.
"Só vendo o lugar para acreditar", disse Moad Farhat, um estudante de 21 anos que se tornou rebelde..., "Ele era filho do presidente."
Neste mundo globalizado a realidade dos nossos "NÃO MENOS DITADORES" dos três poderes "CONSTITUÍDOS" compartilham a mesma realidade.
Estamos em 2012 precisamos fazer uma limpeza.
A casa é uma enorme cúpula de prazeres de um andar, localizada em um complexo de jardins bem cuidados onde os irrigadores continuam ligados, semanas depois que o antigo proprietário, Muatassim Kadafi, morreu logo após ser capturado pelos rebeldes.
A mansão fica escondida da vizinhança ao redor por muros de aço e concreto, e seus luxos incluem uma academia de ginástica de alta tecnologia e um banho turco privado ... e um teto pontilhado por centenas de pequenas luzes, imitando o céu noturno.
"Só vendo o lugar para acreditar", disse Moad Farhat, um estudante de 21 anos que se tornou rebelde..., "Ele era filho do presidente."
Neste mundo globalizado a realidade dos nossos "NÃO MENOS DITADORES" dos três poderes "CONSTITUÍDOS" compartilham a mesma realidade.
Estamos em 2012 precisamos fazer uma limpeza.
Poeticamente: BALADAS
Poeticamente: BALADAS: QUANDO A DOR, COMO A NOITE QUE CAI, EXPRIMIR SEU LAMENTO ÚLTIMO UM LAIVO DE SANGUE ESCORRERÁ DE MEUS OLHOS E DESLIZARÁ SOBRE A LÁPIDE ...
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
BALADAS
QUANDO A DOR, COMO A NOITE QUE CAI,
EXPRIMIR SEU LAMENTO ÚLTIMO
UM LAIVO DE SANGUE
ESCORRERÁ DE MEUS OLHOS
E DESLIZARÁ SOBRE A LÁPIDE
NUM FILETE -
IMENSA É A DOR -
E DESPENCARÁ NO VAZIO
E NO SOLO
DEIXARÁ SUA MÁCULA
TORNANDO-O ESTÉRIL
E OS CORPOS DALI
TOMBARÃO TANTOS
QUE UMA PÁ, SOMENTE,
NÃO SERÁ SUFICIENTE PARA
RECOLHÊ-LOS A TODOS
DA MORTE NADA
TEMO
A NÃO SER
A DOR DA PERDA
EXPRIMIR SEU LAMENTO ÚLTIMO
UM LAIVO DE SANGUE
ESCORRERÁ DE MEUS OLHOS
E DESLIZARÁ SOBRE A LÁPIDE
NUM FILETE -
IMENSA É A DOR -
E DESPENCARÁ NO VAZIO
E NO SOLO
DEIXARÁ SUA MÁCULA
TORNANDO-O ESTÉRIL
E OS CORPOS DALI
TOMBARÃO TANTOS
QUE UMA PÁ, SOMENTE,
NÃO SERÁ SUFICIENTE PARA
RECOLHÊ-LOS A TODOS
DA MORTE NADA
TEMO
A NÃO SER
A DOR DA PERDA
BALADAS
A NOITE
OS OLHOS NAVEGAM
NA EDÍCULA
QUENTE E ESCURA
OBSERVANDO O SILÊNCIO
E NA PENUMBRA
LEMBRANÇAS SE
FORMAM E SE
ESVAEM
AO SOPRO DA
RESPIRAÇÃO
NA PAREDE EM FRENTE: UM QUADRO
UM RELÓGIO À DIREITA
UM VASO SOBRE A MESA
DE CANTO
A CORTINA PESADA
ENTREABERTA
NO VASO FLÔRES DE PLÁSTICO
NA MESA INCRUSTAÇÕES A FACA
DE UMA VIDA QUE NÃO QUER SER ESQUECIDA
NEM LEMBRADA
APENAS
REVISITADA
COMO UMA
FOTOGRAFIA VELHA
ENEGRECIDA
E ESQUECIDA
NO FUNDO DE UMA
CAIXA DE SAPATOS...
NO FUNDO DE UMA GAVETA.
OS OLHOS NAVEGAM
NA EDÍCULA
QUENTE E ESCURA
OBSERVANDO O SILÊNCIO
E NA PENUMBRA
LEMBRANÇAS SE
FORMAM E SE
ESVAEM
AO SOPRO DA
RESPIRAÇÃO
NA PAREDE EM FRENTE: UM QUADRO
UM RELÓGIO À DIREITA
UM VASO SOBRE A MESA
DE CANTO
A CORTINA PESADA
ENTREABERTA
NO VASO FLÔRES DE PLÁSTICO
NA MESA INCRUSTAÇÕES A FACA
DE UMA VIDA QUE NÃO QUER SER ESQUECIDA
NEM LEMBRADA
APENAS
REVISITADA
COMO UMA
FOTOGRAFIA VELHA
ENEGRECIDA
E ESQUECIDA
NO FUNDO DE UMA
CAIXA DE SAPATOS...
NO FUNDO DE UMA GAVETA.
BALADAS
CAMINHEI SÓ
POR SOBRE AS FLORES DO JARDIM
NÃO SENTI SEUS ESPINHOS
GOTAS DE SANGUE MACULARAM
SUAS PÉTALAS
E MESMO ASSIM
NA DOR
PERMANECERAM BELAS
COMO DEVEM SER
POR SOBRE AS FLORES DO JARDIM
NÃO SENTI SEUS ESPINHOS
GOTAS DE SANGUE MACULARAM
SUAS PÉTALAS
E MESMO ASSIM
NA DOR
PERMANECERAM BELAS
COMO DEVEM SER
RETRATOS URBANOS
RETRATOS URBANOS
ESCAPES COSPEM.
BOCAS ENGOLEM.
OLHOS MIRAM FAIXAS
TORTUOSAS VIAS
ESCONDEM-SE VIDAS
POR TRÁS DOS MUROS.
ESCAPES COSPEM.
BOCAS ENGOLEM.
OLHOS MIRAM FAIXAS
TORTUOSAS VIAS
ESCONDEM-SE VIDAS
POR TRÁS DOS MUROS.
BALADAS
CHORO
A DOR DO NÃO
EXISTIR.
EM SILÊNCIO,
OBSERVO AS MOLDURAS VAZIAS.
A SÓS ESTÃO.
EM SILÊNCIO, CHORO O NÃO,
TAMBÉM, COMO DOR,
DA NÃO EXISTÊNCIA,
DO NÃO ESTAR,
DO NÃO.
A DOR DO NÃO
EXISTIR.
EM SILÊNCIO,
OBSERVO AS MOLDURAS VAZIAS.
A SÓS ESTÃO.
EM SILÊNCIO, CHORO O NÃO,
TAMBÉM, COMO DOR,
DA NÃO EXISTÊNCIA,
DO NÃO ESTAR,
DO NÃO.
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