Quem sou eu
- Andre Maurício
- Este alagoano de São José da Tapera, nascido em 1966, é maravilhado com a escrita e encantado com as letras. Procura traduzir em seu trabalho as inquietações da alma humana em suas relações interpessoais e consigo mesmo. Autor dos livros: O homem que virou calango (contos); Retratos Urbanos; Síndroma de Imunodeficiência Depressiva; Da dor do não, poemas; coautor de Caoticidade Urbanopoética do eu nulo, poesia; participação na 1ª Antologia da Confrafia: Nós, Poetas.
quarta-feira, 25 de março de 2020
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020
POEMA DE DESPEDIDA
hoje, uma
quarta-feira, tão insignificante quanto o resto,
lendo no
ponto de ônibus o poema “os gêmeos”de bukowski — cujo livro
queimando na
água, afogando-se na chama (inclusive achei o título muito piegas) comprei
num sebo —
estranhamente me lembrei dela.
pois, ali,
naquele mesmo lugar, encontrei-a algumas vezes. cedo ainda.
e no
insignificante egoístico de minha vida cumprimentei-a e só.
não fui
adiante. nunca ia. ela também. tínhamos medo, acho, de nos cobrarmos,
de nos
denunciarmos a nós mesmos. por medo, acho.
dialogávamos
no silêncio. mas não entendo o silêncio. não sei o que ele diz.
ela sorria.
e eu sentia uma tristeza naquele sorriso. preso a mim mesmo, eu sorria
apressado
fugindo da
conversa. tinha medo do que ela poderia dizer. e fingia estar alegre,
reclamando
pela lentidão das horas e demora do ônibus para me levar prá longe dali.
por vezes
encontro-me assim, culpando-me. é foda isso.
ela achava
melhor assim, distante, sozinha, fugindo. eu, no meu egoístico silêncio, achava
melhor assim, distante, fugindo, sozinho.
procurava,
ela, por algo que não podia ter, porque procurava longe, em outros lugares, em
outras pessoas. o ônibus passava e eu seguia burocrático. queria perguntar o
que sentia, mas não tinha coragem, porque talvez eu não pudesse dar, talvez não
soubesse dar o que ela precisava. disso nunca saberei.
deixei
escapar o momento. hoje já não posso.
as coisas
continuam, seguem, passam
os ônibus,
as pessoas, o telejornal, a reforma do apartamento vizinho
que empoeira
a escada continua. tudo continua.
até eu.
é foda isso.
domingo, 26 de janeiro de 2020
domingo, 29 de dezembro de 2019
domingo, 17 de novembro de 2019
quarta-feira, 2 de outubro de 2019
quinta-feira, 1 de agosto de 2019
POEMA CIRCUNCISÃO A CORTE DE BALA de GEO SANTOS
POEMA CIRCUNCISÃO A CORTE DE BALA.
AUTORIA DE GEO SANTOS.
RECITAÇÃO DE ANDRÉ MAURÍCIO
terça-feira, 30 de julho de 2019
segunda-feira, 1 de julho de 2019
ELETROCARDIOGRAMA
ELETROCARDIOGRAMA - André Maurício
CHEGUEI AQUI ÀS 14H42
SOU O NÚMERO QUATRO
UM SENHOR SENTADO
COCHILAVA.
AO SEU LADO UMA MULHER DE CABELO TINGIDO,
QUE PELA FORMA COMO O TOCAVA,
PROVAVELMENTE SERIA SUA ESPOSA.
NA RECEPÇÃO DUAS MOÇAS:
UMA MAIS NOVA,
OUTRA MAIS VELHA,
NÃO LEVANTAVAM OS OLHOS DO MONITOR.
NA PAREDE EM LETRAS GARRAFAIS
A SENHA DO WI-FI.
BAIXEI MEUS OLHOS
EM UMA REVISTA
DE FOFOCA
E A SALA ENCHEU-SE
DE OLHOS E VOZES
E, TAMBÉM, DA ATENDENTE
DIZENDO QUE O DOUTOR
IRIA SE ATRASAR.
POR UM INSTANTE
A SALA ENCHEU-SE
DE APREENSÃO.
MAS O SENHOR –
APONTANDO PRÁ MIM,
NÃO PRECISA SE PREOCUPAR
QUE O SEU ELETROCARDIOGRAMA
SERÁ FEITO POR
OUTRO MÉDICO
ABAIXEI A CABEÇA
SEM DIZER NADA
E SORRI VITORIOSO
terça-feira, 26 de março de 2019
POEMA DE DESPEDIDA
POEMA DE DESPEDIDA - André MauriMau
O QUE DIZER DE UMA PESSOA QUE NOS CONCEBEU?
ISTO POR SI SÓ JÁ NOS DIZ TUDO.
JÁ NOS FAZ.
AS RUAS QUE PERCORREU,
AS AMIZADES QUE FEZ,
AS ALEGRIAS QUE DEU,
AQUILO QUE FEZ,
FICARÁ GRAVADO EM NÓS - INDELÉVEL -
QUE A AMAMOS.
SOMOS ASSIM.
DE IDAS E VINDAS;
DE TER E NÃO TER;
DE SER OU NÃO.
AGORA QUE PARTISTE LEVANDO UM POUCO DE NÓS, O QUE DEIXASTE?
DEIXASTE A NÓS, OS SEUS;
DEIXASTE SUA LEMBRANÇA EM NÓS;
SEU AMOR (SEU!) EM NÓS, OS SEUS;
E LEVASSE O NOSSO AMOR (NOSSO!) CONTIGO.
AGORA...
DESCANSE.
SOMOS NÓS, AGORA.
COM A LEMBRANÇA...
COM O PASSADO...
COM O QUE FICOU.
SIMPLES ASSIM.
ENTÃO, A DEUS.
ADEUS!
Poema em homenagem a minha mãe Vilma que nos deixou às 18:30 do dia 25/03/2019. Valeu mae, foi muito bom estar com você.
O QUE DIZER DE UMA PESSOA QUE NOS CONCEBEU?
ISTO POR SI SÓ JÁ NOS DIZ TUDO.
JÁ NOS FAZ.
AS RUAS QUE PERCORREU,
AS AMIZADES QUE FEZ,
AS ALEGRIAS QUE DEU,
AQUILO QUE FEZ,
FICARÁ GRAVADO EM NÓS - INDELÉVEL -
QUE A AMAMOS.
SOMOS ASSIM.
DE IDAS E VINDAS;
DE TER E NÃO TER;
DE SER OU NÃO.
AGORA QUE PARTISTE LEVANDO UM POUCO DE NÓS, O QUE DEIXASTE?
DEIXASTE A NÓS, OS SEUS;
DEIXASTE SUA LEMBRANÇA EM NÓS;
SEU AMOR (SEU!) EM NÓS, OS SEUS;
E LEVASSE O NOSSO AMOR (NOSSO!) CONTIGO.
AGORA...
DESCANSE.
SOMOS NÓS, AGORA.
COM A LEMBRANÇA...
COM O PASSADO...
COM O QUE FICOU.
SIMPLES ASSIM.
ENTÃO, A DEUS.
ADEUS!
Poema em homenagem a minha mãe Vilma que nos deixou às 18:30 do dia 25/03/2019. Valeu mae, foi muito bom estar com você.
sexta-feira, 8 de março de 2019
Poeticamente: CORRAM PORQUE AS INSCRIÇÕES ENCERRAR-SE-ÃO DIA 19 ...
Poeticamente: CORRAM PORQUE AS INSCRIÇÕES ENCERRAR-SE-ÃO DIA 19 ...: http://www.cultura.al.gov.br/editais-e-concursos/2019/edital-v-concurso-de-poesia-jorge-de-lima/EDITAL%20V%20CONCURSO%20JORGE%20DE%20LIM...
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